Polícia

PF investiga suspeita de fraude em contratos públicos de Capela e justiça bloqueia 4,6 milhões

Operação cumpre 12 mandados em quatro cidades de Alagoas e mira possível desvio de recursos federais

Por Tribuna Hoje com assessoria 15/09/2026 15h33 - Atualizado em 15/09/2026 15h48
PF investiga suspeita de fraude em contratos públicos de Capela e justiça bloqueia 4,6 milhões
Polícia Federal - Foto: Ascom PF / Ilustração


A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (15), a Operação Rota Paralela para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos federais destinados ao município de Capela, no interior de Alagoas. A investigação envolve contratos relacionados à locação de veículos e máquinas.

As ações ocorrem simultaneamente em Maceió, Rio Largo, Capela e Atalaia, onde são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores dos investigados que somam R$ 4.673.795,01.

Entre os alvos da investigação estão servidores públicos, que foram afastados de suas funções por determinação judicial.

Segundo a PF, os fatos investigados teriam ocorrido entre 2018 e 2024. A suspeita é de que processos de contratação tenham sido direcionados para favorecer uma empresa especializada na locação de veículos e equipamentos.

As apurações indicam que possíveis irregularidades teriam acontecido em diferentes etapas dos contratos, desde a realização dos procedimentos licitatórios até a fiscalização dos serviços contratados. A hipótese investigada é de que as práticas tenham provocado prejuízos aos cofres públicos.

A empresa que teria sido beneficiada e os nomes dos investigados não foram divulgados pela Polícia Federal.

Caso as suspeitas sejam confirmadas e haja condenação, os envolvidos poderão responder por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em licitação ou contrato, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A operação conta com a participação da Controladoria Regional da União em Alagoas (CGU-AL). As investigações continuam para esclarecer a extensão do suposto esquema e identificar a participação de cada investigado.